ESPECIAL MUNDIAL DE CLUBES: E o Flamengo 'ficou no cheirinho'...

Torcida rubro-negra valoriza disputa 'de igual para igual', mas título vai mesmo para o Liverpool

por Agência Futebol Interior

Rio de Janeiro, RJ, 31 (AFI) - Desde a confirmação dos títulos da Libertadores e do Brasileirão, a torcida do Flamengo só pensava em uma coisa: reencontrar o inglês Liverpool na decisão do Mundial de Clubes.

Afinal, como diz a letra que ficou famosa, 'em dezembro de 81', o Mengão encarou o Reds, em Tóquio (Japão), no estádio Nacional, e venceu por 3 a 0, todos os gols marcados por Nunes (duas vezes) e Adílio ainda no primeiro tempo, chegando ao título do antigo Mundial Interclubes.

Para que isso pudesse acontecer, a dupla teria que deixara para trás: o saudita Al-Hilal, campeão asiático; o tunisiano Espérance, campeão africano; o mexicano Monterrey, campeão das Américas Central e do Norte; o neocaledônio Hienghène, campeão da Oceania; e o cataria Al-Sadd, campeão local.

Liverpool deixou o Flamengo 'no cheirinho'... - Foto: Divulgação
Liverpool deixou o Flamengo 'no cheirinho'... - Foto: Divulgação

PRIMEIRA FASE
Na etapa inicial do Mundial de Clubes, disputado no Catar, a FIFA manteve a tradição, colocando os donos da casa frente à frente com o vencedor do pior continente, segundo seu próprio ranking. No estádio Jassim Bin Hamad, o Al-Sadd encontrou mais dificuldades do que o esperado e foi à prorrogação, mas conseguiu fazer 3 a 1 no Hienghène após 120 minutos.

SEGUNDA FASE
No estágio seguinte, o estádio Jassim Bin Hamad continuou sendo utilizado. E, de novo, o equilíbrio foi a tônica dos confrontos. O Monterrey abriu 2 a 0 e depois 3 a 1, mas o Al-Sadd apertou e descontou para 3 a 2, ficando bem próximo de conseguiu o empate.

Jürgen Klopp, o treinador do Liverpool - Foto: Divulgação
Jürgen Klopp, o treinador do Liverpool - Foto: Divulgação

O Al-Hilal, confiando em um bom resultado, sequer foi a campo com força máxima, deixando o atacante francês Gomis e o meia-atacante italiano Giovinco no banco de reservas. Quando precisou, acionou o centroavante, que anotou lindo gol e garantiu o 1 a 0 sobre o Espérance.

DISPUTA PELO QUINTO LUGAR
Mesmo comandado pelo ex-meio-campista espanhol Xavier Hernández, o Al-Sadd foi a grande decepção do Mundial de Clubes.

Afinal, na disputa pelo quinto lugar, a equipe da casa, base da seleção catari, atual campeã asiática, sofreu humilhante goleada para o Espérance, no estádio Khalifa International. O 6 a 2 para os tunisianos representam a maior vitória da história da competição e consolidaram a terceira pior campanha de um anfitrião.

SEMIFINAL

Mohamed Salah foi eleito o melhor jogador do Mundial, enquanto Bruno Henrique ficou em segundo - Foto: Divulgação
Mohamed Salah foi eleito o melhor jogador do Mundial, enquanto Bruno Henrique ficou em segundo - Foto: Divulgação

A reta final do Mundial de Clubes foi inteira disputada no Khalifa International, o Khalifão. O Flamengo sentiu a pressão da estreia e só não desceu para os vestiários sendo goleado porque a pontaria do Al-Hilal não estava boa. Assim, na etapa final, Bruno Henrique chamou a 'responsa' e protagonizou a virada para 3 a 1.

O Liverpool, por conta dos desfalques e da sequência de jogos entre metade de dezembro e o começo de janeiro, entrou em campo com uma formação totalmente alternativa. Assim, 'tomou um calorzinho' do Monterrey, mas conseguiu, com Roberto Firmino, no apagar das luzes do tempo regulamentar, chegar ao 2 a 1.

DISPUTA PELO TERCEIRO LUGAR

Roberto Firmino, destaque do Liverpool, marcou o gol do título - Foto: Divulgação
Roberto Firmino, destaque do Liverpool, marcou o gol do título - Foto: Divulgação

Monterrey e Al-Hilal mostraram que o bom futebol mostrado nas semfinais não havia sido à toa e protagonizaram novo bom duelo, com direito a uma virada para os latino-americanos. No final das contas, após 2 a 2 no tempo normal e 4 a 3 na disputa de pênaltis, 4 a 3 para os mexicanos.

FINAL
Em 21 de dezembro, no Khalifão, praticamente 38 anos depois, Liverpool e Flamengo voltaram a se encontrar na disputa pelo título mundial. Os europeus pressionaram no começo do jogo - com menos de dez minutos, Firmino, Keita e Alexander-Arnold ficaram bem perto de abrir o placar.

O Fla até teve mais posse de bola no primeiro tempo, mas não arrematou com perigo uma vez sequer. Já na segunda etapa, o Reds voltou mais uma vez 'ligadaço' e carimbou a trave após linda jogada de Bob Firmino. A grande chance rubro-negra veio pouco depois, aos oito minutos, com Gabigol exigindo grande intervenção de Alisson.

Novamente, o Mengão até tinha a bola à disposição, mas não tinha criatividade para saber usá-la. Na reta final do período regulamentar, o 'Poolzão' acelerou o ritmo e quase abriu com Salah, que parou em boa defesa de Diego Alves.

Alisson e Roberto Firmino, a dupla de brasileiros que conquistou o Mundial de Clubes; machucado, Fabinho ficou de fora - Foto: Divulgação
Alisson e Roberto Firmino, a dupla de brasileiros que conquistou o Mundial de Clubes; machucado, Fabinho ficou de fora - Foto: Divulgação

Nos acréscimos, lambança da arbitragem. Rafinha derrubou Mané, e o 'professor' assinalou o pênalti. No entanto, mesmo com o VAR, o 'juizão' voltou atrás e sequer marcou a infração, quando o correto era falta fora da área e cartão vermelho para o lateral-direito.

Assim, o confronto foi mesmo para a prorrogação. Aos oito minutos do primeiro tempo, Henderson enfiou para Mané, que achou Roberto Firmino.

O atacante, então, mostrou toda sua classe e categoria, limpou Rodrigo Caio e Diego Alves e mandou para dentro. Aos 14 da etapa final, Vitinho encontrou Lincoln entrando livre. A 'joia', porém, isolou, mandando por cima do travessão, garantindo o inédito título para o Liverpool.